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• Sejam bem vindas as reclamações dos Clientes |
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por David Lederman |
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Defeito zero é uma meta inatingível nas empresas que prestam serviços, mesmo nas de primeira linha. O melhor sistema de reserva de passagens aéreas do mundo não pode prever quando um aeroporto vai fechar por problemas de cerração. |
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Erros são inevitáveis, mas consumidores insatisfeitos não. Se as falhas são corrigidas e superadas com maestria, Clientes bravos e frustrados podem transformar-se em fãs da companhia. Passar por um problema reduz a lealdade do Cliente de 15 a 30%. |
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Qualquer escorregada - como uma entrega atrasada - representa a oportunidade de sair da rotina ao consertar um erro, deslumbrando o consumidor com um serviço excelente e assim reconquistando um Cliente para sempre. São aborrecimentos aparentemente pequenos que deixam as pessoas furiosas. |
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Se um consumidor passar de completamente insatisfeito para completamente satisfeito após o tratamento da sua reclamação, podemos obter um aumento de 50% na lealdade. Se ele passar para parcialmente satisfeito a lealdade decai em 25% em relação aos Clientes totalmente satisfeitos. Muitas vezes os totalmente satisfeitos apresentam maiores índices de lealdade que os Clientes que não tiveram problema algum. |
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Além disso, Consumidores que têm experiências ruins falam sobre elas a aproximadamente onze pessoas. Os que têm experiências boas falam para apenas seis. |
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Clientes que reclamam são uma exceção. A maioria não se queixa, porque acha que a situação não tem conserto ou porque não quer chamar atenção. É preciso estimular a maioria silenciosa a se manifestar, para que a companhia possa resolver as questões e conservar os clientes. Na média apenas 50% dos Consumidores e 25% das Empresas reclamam. Ainda pior, a maioria dos Clientes que reclamam, vai fazê-lo junto ao pessoal de linha de frente, o caixa, o balconista, o entregador e ao vendedor de campo. O serviço formal (a central de atendimento) geralmente recebe apenas 10 a 60% de todas as reclamações. |
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A reparação de uma derrapada de determinada empresa começa com a identificação detalhada do problema. É importante ouvir o consumidor quando ele escreve cartas, telefona e pede para falar com o gerente ou diretor. |
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Todo o cuidado é pouco ao lidar com as queixas dos Consumidores. Respostas do tipo "não é minha culpa" ou "não está no computador" não ajudam. Mais da metade de todos os esforços das empresas para responder às reclamações dos Clientes na verdade só reforçam impressões negativas. |
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Todo mundo dentro de uma empresa deve ter a capacidade, a motivação e a autoridade para tratar a reparação de uma falha como se fosse uma operação comum do dia-a-dia. Os funcionários devem ser treinados e incentivados para resolver as dificuldades com a maior presteza possível. Não devemos fazer caça às bruxas quando erros acontecem, por outro lado, não toleraremos repetições de erros. |
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Normalmente a reparação imediata do erro e um pedido de desculpas bastam, mas nem sempre. Às vezes é preciso ir além. É o caso de um banco mandar flores a clientes que enfrentaram problemas sérios ou de um restaurante que oferece uma sobremesa gratuita para compensar a espera excessiva. |
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Não se acomode com as estatísticas de reclamações de suas operações de contato com o Cliente, elas são apenas a ponta do iceberg, o número real de Clientes insatisfeitos é certamente maior. O Cliente que reclama na verdade está nos dizendo que precisamos melhorar, mas quer continuar conosco. Ele não é um chato, ele é o nosso verdadeiro parceiro. |
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David Lederman é membro do Conselho da Consumidor Moderno, Diretor Comercial da IOB-Thomson e coordenador do MBA em Call Center e CRM do IBMEC. |
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Para aprofundar o debate sobre estas questões, mande um e-mail para david.lederman@uol.com.br para sua inclusão no grupo de discussão virtual sobre Marketing de Relacionamento. |
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