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  • O admirável mundo novo do Business to Business na internet
por David Lederman
  Hoje mais de 600 milhões de pessoas estão on-line no mundo, destes 190 milhões encontram-se na Europa e 183 milhões na região de influência da ALCA (onde de forma otimista já tomamos a liberdade de incluir o Brasil).
  Segundo a e-Marketer, deveremos ter um crescimento de US$ 3.2 trilhões fora da ALCA (lembre do desempenho econômico da China e de outros países da Ásia).
  Dados do Departamento de Comércio americano mostram que 1% das receitas do varejo foram on-line.
  Realmente hoje a maioria das Empresas já está on line e um mundo ainda não muito compreendido, ou melhor, ainda não dimensionado, é o da integração entre compradores e fornecedores empresariais. Pouca gente sabe, mas a GE (General Electric) na Web é maior que a Amazon.
  Cada vez mais estamos tendo acesso a pesquisas que estudam o comportamento do comprador Business to Business na Web. Por exemplo, já se sabe que ele tende a usar múltiplos canais, pode até colocar o pedido na Internet, mas demanda alguns pontos de contato pessoais. O processo de compra torna-se assim cada vez mais complexo.
  Também já se sabe que os fatores de uso dos sites empresariais são, pela ordem de importância:
  1º Preço e flexibilidade de pagamento
  32% dos compradores descartam as lojas virtuais se o preço é igual ao mundo off-line, em geral os descontos são de 9 a 16% com condições facilitadas de pagamento.
  2º Conveniência (delivery)
  Espera-se de um meio rápido como a Internet também uma entrega à sua altura.
  3º Informação
  É da natureza informatizada da Web que se pressupõe que o Cliente terá todas as informações pré venda que necessite, bem como o acompanhamento do seu pedido após a compra.
  4º Serviço ao Cliente
  Da mesma forma que no item anterior, demanda-se atualmente um impecável serviço de pós-venda e atendimento ao Cliente.
  Os mecanismos de busca se tornaram tão importantes que algumas empresas investem a maior parte do seu orçamento de marketing na obtenção de uma colocação alta nas listas patrocinadas e na aquisição de serviços de empresas que as fazem moverem para cima nas listas não patrocinadas.
  A confiança no delivery, segurança e facilidade de pagamento do mundo on-line ainda é menor, levando-nos na direção de que preço e facilidade de pagamento são as vantagens de ir às compras on-line, de outra forma o comprador prefere ficar off-line.
  Na direção oposta, outras pesquisas apontam que afinidade com a compra à distância é mais forte do que a afinidade com um produto específico. Talvez os motivos de não compra não estejam ligados a preço, mas a outras características em comum dos grupos de não compradores.
  Realmente ainda há muito que conhecer no novo e admirável mundo business to business na Web.
  Já a eficácia do Website divide-se em três grandes blocos: capacidade de informar (dar informação de valor para o usuário), facilidade de uso (a capacidade de envolver o usuário) e a qualidade da informação (adequação e atualização).
  Pesquisas recentes mostram que a valorização destes blocos depende da região ou País do internauta profissional. Por exemplo, para o americano o que mais importa é a capacidade de informar seguido da facilidade de uso. Já para o europeu, também temos a capacidade de informar, porém seguida da qualidade da informação. Podemos conjecturar que o usuário americano está submetido a uma maior pressão de tempo pela característica competitiva do seu ambiente e cultura que o usuário europeu.
  E nós no Brasil, será que o nosso perfil é mais parecido com o americano em termos de pressão? Infelizmente ainda não temos pesquisas locais, mas parece que sim.
  Assim deduzimos que clientes de várias regiões vêem o Website de forma diferente, o que nos leva à idéia da personalização do site por região, talvez pelo endereço IP do cliente ou implantado cookies.
  Da mesma maneira, num País tão grande como o nosso, será que deveríamos estar regionalizando o Website da Empresa?
  Outra pesquisa também já provou que existem diferenças de preferências no desenho do site entre um público masculino x feminino e entre um público mais velho x jovem.
  As maiores empresas já mantêm sites personalizados para grandes Clientes.
Exatamente como nas cartas e peças de marketing do mundo físico, estamos caminhando no mundo virtual para a personalização dos sites. Tecnologias para portais dinâmicos já existem (Broadvision, BEA systems, etc).
  Boa jornada!
   
  David Lederman é membro do Conselho da Consumidor Moderno, Diretor Comercial da IOB-Thomson e coordenador do MBA em Call Center e CRM do IBMEC.
  Para aprofundar o debate sobre estas questões, mande um e-mail para david.lederman@uol.com.br para sua inclusão no grupo de discussão virtual sobre Marketing de Relacionamento.
   
 
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foi contratar a Lederman Consulting e aplicar os conceitos do Disney Institute... ++
 
 
 
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