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  • Mecanismos de busca na internet
por David Lederman
  Web Spiders são poderosos programas de software que se movem por toda a Web, automaticamente analisando palavras, seguindo “links” e coletando vasta quantidade de informações. Eles montam tabelas que serão utilizadas por softwares de busca a fim de mostrar um índice de sites em resposta às palavras-chave digitadas pelo usuário.
  No ano passado uma nova Spider começou a ser detectada e causou alvoroço: ela pertencia à Microsoft. Nem mesmo a maior empresa de software do mundo pôde ignorar o poder da busca.
  Apenas há alguns anos atrás a busca parecia não importar muito. Pensava-se que a entrada na Internet se daria por portais como Yahoo!, MSN da Microsoft e AOL.
  Mas Sergey Brin e Larry Page em 1998 abandonaram seus estudos em Stanford e se instalaram na garagem de um amigo. Eles tinham uma idéia diferente: começaram a construir um mecanismo de busca que não somente examinaria palavras nos sites como também olharia como estas palavras estavam sendo usadas e o número de outros sites “linkados” àquela página. Seu mecanismo de busca ainda classificaria as páginas na sua mais provável ordem de utilidade. Eles respondiam na época 10.000 consultas por dia. Hoje eles respondem dez vezes essa quantidade por segundo.
  Em 2003 suas receitas foram de US$ 962 milhões, 176% acima do ano anterior. Hoje o verbo “google” já faz parte do vocabulário americano.
  Eles fazem muito dinheiro de uma maneira muito simples: com uma aparência não muito sofisticada, eles vendem palavras-chave para as empresas de tal maneira que o seu “link” apareça no topo da lista assim que a palavra comprada seja digitada no mecanismo de busca.
  Convencionou-se distinguir ao usuário quais “links” são patrocinados e quais não. O Google os lista à direita e o Yahoo! destaca-os numa caixa no topo.
  Do lado do anunciante a palavra é conseguida através de uma forma de leilão que os economistas chamam de Vickery. Os vencedores do leilão pagam um centavo a mais que o concorrente abaixo dele.
  A grande vantagem de investir na busca paga é que se trata de uma despesa de marketing com um mecanismo de avaliação embutido: as empresas pagam somente se um usuário clicar no “link” fornecido. As empresas podem ainda acompanhar quantos desses visitantes acabam comprando alguma e saber quanto vale investir numa determinada palavra.
  Os mecanismos de busca se tornaram tão importantes que algumas empresas investem a maior parte do seu orçamento de marketing na obtenção de uma colocação alta nas listas patrocinadas e na aquisição de serviços de empresas que as fazem moverem para cima nas listas não patrocinadas.
  O Yahoo! já oferece um serviço pago que permite que o um site seja avaliado pelo Spider a cada 48 horas, ao invés de esperar (em alguns casos até um mês ) a atualização regular, garantindo assim ao anunciante a inclusão de suas últimas promoções, assegurando relevância e eventualmente melhor classificação na lista independente.
  A busca paga está trazendo de volta a recuperação dos investimentos em propaganda na internet. Em 2003 a propaganda on-line nos EUA cresceu 21% atingindo US$ 7.3 bilhões.
  O pagamento não necessariamente garante o lugar mais alto da lista. O Google também faz o ranking dos seus “links” patrocinados de acordo com a sua utilidade, significando que se mais pessoas clicam num “link” mais abaixo da lista, este “link” pode ser promovido para um lugar mais alto do que aqueles que pagaram mais.
  A guerra dos mecanismos de busca começou em Fevereiro quando o Yahoo! rompeu o contrato com o Google como provedor de seu mecanismo de busca usando agora um próprio. No presente momento a Microsoft ainda usa no MSN parcialmente a busca do Yahoo!, mas este relacionamento deve acabar.
  E você, como está na guerra dos mecanismos de busca com seus concorrentes?
   
  David Lederman é membro do Conselho da Consumidor Moderno e coordenador do MBA em Call Center e CRM do IBMEC. É consultor em marketing e vendas.
  Para aprofundar o debate sobre estas questões, mande um e-mail para david.lederman@uol.com.br para sua inclusão no grupo de discussão virtual sobre Marketing de Relacionamento.
   
 
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