Em 2026, liderança não é escolher entre tecnologia e humanidade. É usar tecnologia com humanidade para sustentar cultura, engajamento e experiência.
Para contextualizar esse tema, vale começar com uma reflexão simples e cada vez mais presente nas empresas. Nunca se falou tanto em tecnologia, inteligência artificial, dados e automação.
Ao mesmo tempo, nunca foi tão difícil engajar pessoas, sustentar culturas fortes e garantir experiências consistentes para clientes. Esse paradoxo tem colocado líderes diante de um dilema equivocado: precisamos escolher entre tecnologia ou pessoas?
A resposta, cada vez mais clara em 2026, é não. Tive a oportunidade de vivenciar isso de forma prática ao participar presencialmente do programa de Liderança do Disney Institute.
Mais do que conceitos, a experiência mostra algo essencial: na Disney, tecnologia existe, e em larga escala, mas ela nunca substitui o papel humano da liderança. Ou seja, ela amplifica.
Portanto, é exatamente essa integração consciente que diferencia organizações que prosperam daquelas que apenas sobrevivem.
O que você vai entender até o final deste artigo
- Quais são os principais desafios da liderança em 2026;
- Por que pessoas, cultura e engajamento se tornaram temas estratégicos;
- O novo papel do líder como arquiteto da cultura;
- A diferença entre equipes multidisciplinares e interdisciplinares;
- Como a tecnologia pode ampliar, e não substituir, a liderança;
- O que empresas podem fazer hoje para sustentar resultados e experiências no longo prazo.
Quais são os principais desafios da liderança em 2026?
Os desafios atuais vão muito além da operação. Em resumo, eles envolvem, principalmente, comportamento humano, cultura e tomada de decisão em ambientes complexos. Entre os mais comuns, destacam-se:
Dificuldade de engajar e reter pessoas
Primeiramente, ambientes híbridos, excesso de informação e falta de clareza de propósito têm afetado diretamente o engajamento das equipes.
Culturas organizacionais frágeis ou inconsistentes
Valores existem no discurso, mas não se sustentam na prática do dia a dia.
Lideranças despreparadas para lidar com complexidade
Muitos líderes ainda foram formados para contextos previsíveis, não para ambientes ambíguos e em constante mudança.
Falhas recorrentes na experiência do cliente
Além disso, atendimentos inconsistentes, ruídos entre áreas e falta de padrão prejudicam a percepção de valor da marca.
Uso inadequado da tecnologia
Neste contexto, ferramentas são implantadas sem clareza cultural, ampliando problemas em vez de solucioná-los.
Pessoas no centro, tecnologia como aliada
Por fim, um erro comum nas organizações é tratar tecnologia e pessoas como forças opostas. Como se investir em dados, IA e automação significasse perder proximidade, empatia e cultura. Na prática, acontece o contrário. Ou seja, tecnologia não substitui liderança, ela amplia a liderança que já existe: para o bem ou para o mal. Quando bem utilizada, a tecnologia:
- apoia decisões mais conscientes;
- libera tempo para conversas relevantes;
- dá visibilidade a padrões de engajamento e comportamento;
- ajuda a escalar boas práticas culturais.
Mas, a tecnologia nunca define o como nem o porquê. Isso continua sendo responsabilidade do líder.
Do líder herói ao líder arquiteto
Outro ponto central no debate sobre liderança em 2026 é a transição do “líder herói” para o líder arquiteto. O líder herói:
- centraliza decisões;
- resolve tudo sozinho;
- é o ponto único de referência.
O líder arquiteto:
- desenha o ambiente onde as decisões acontecem;
- cria rituais, cadência e clareza;
- define prioridades e limites;
- sustenta coerência cultural.
Na Disney, liderança não é estar sempre visível, mas garantir que o sistema funcione mesmo quando o líder não está presente. Esse modelo se torna essencial em organizações com equipes híbridas, distribuídas e altamente conectadas por tecnologia.
Cultura como ativo estratégico
Cultura segue sendo um dos temas mais citados, e menos praticados, nas empresas, porque não é o que está escrito na parede. Em suma, cultura é:
- o que é permitido;
- o que é tolerado;
- o que é corrigido;
- o que é recompensado.
Na Disney, cultura é tratada como ativo estratégico. Em resumo, ela é ensinada, praticada, reforçada e protegida diariamente. E o principal guardião dessa cultura não é o RH, mas a liderança. Ou seja, cada líder é um multiplicador cultural. Cada decisão envia uma mensagem clara sobre o que realmente importa.
De equipes multidisciplinares a equipes interdisciplinares
Durante muitos anos, falamos da importância de equipes multidisciplinares: profissionais de áreas diferentes trabalhando juntos. Isso continua relevante, mas já não é suficiente. O desafio atual é formar equipes interdisciplinares. A diferença é clara:
- Multidisciplinares: cada área contribui com sua especialidade;
- Interdisciplinares: o conhecimento se cruza, se integra e se transforma.
Equipes interdisciplinares:
- compartilham responsabilidade, não apenas tarefas;
- desenvolvem linguagem comum;
- entendem o impacto coletivo do seu trabalho;
- tomam decisões melhores e mais rápidas.
Aqui, o papel do líder arquiteto é fundamental para criar segurança psicológica, confiança e propósito compartilhado.
Liderança servidora como motor de engajamento
Engajamento não nasce de campanhas internas ou discursos motivacionais. Em suma, ele nasce da qualidade da liderança cotidiana. Na lógica Disney, liderança servidora não é um conceito abstrato. O líder existe para:
- remover obstáculos;
- dar clareza;
- desenvolver pessoas;
- criar condições para que o outro entregue o seu melhor.
Esse modelo não reduz performance. Pelo contrário, sustenta resultados de forma consistente, especialmente em ambientes de alta pressão e mudança constante.
Atendimento como reflexo da liderança
Nenhuma experiência do cliente acontece por acaso. Neste contexto, o atendimento é o reflexo mais visível da cultura e das decisões de liderança. Quando algo falha, a pergunta mais madura não é: “O que a pessoa fez de errado?” Mas sim: “Que decisões de liderança, processos ou prioridades permitiram que isso acontecesse?” Essa mudança de olhar é essencial para empresas que desejam entregar experiências consistentes, e não apenas momentos pontuais de excelência.
Tecnologia ampliando relações, não substituindo conversas
A inteligência artificial trouxe ganhos claros de velocidade, escala e eficiência. Mas também trouxe riscos quando usada sem critério humano. O papel do líder em 2026 não é delegar decisões à tecnologia, mas usar tecnologia para enriquecer decisões humanas. Dados mostram padrões. Pessoas entendem contextos. Tecnologia informa. Liderança decide.
Moral da história
Em 2026, liderar não é escolher entre tecnologia ou humanidade. Em suma, é:
- colocar pessoas no centro;
- tratar cultura como estratégia;
- desenvolver líderes como arquitetos do sistema;
- construir equipes verdadeiramente interdisciplinares;
- usar tecnologia para ampliar, e não substituir, a liderança.
Portanto, resultados sustentáveis nascem da integração consciente entre pessoas, cultura e tecnologia.
Como a Lederman pode ajudar
A Lederman Consulting atua há mais de duas décadas apoiando empresas no desenvolvimento de lideranças, fortalecimento de cultura organizacional e melhoria da experiência do cliente. Nosso trabalho combina:
- desenvolvimento de líderes como multiplicadores da cultura;
- estruturação de rituais, padrões e processos;
- fortalecimento do engajamento e da experiência;
- aplicação prática de princípios inspirados no Método Disney.
Acreditamos que liderança não se sustenta no discurso, mas na prática diária, e que pessoas bem lideradas constroem culturas fortes, experiências memoráveis e resultados consistentes. Continue acompanhando o blog da Lederman Consulting para aprofundar temas de liderança, cultura e desenvolvimento humano em um mundo cada vez mais tecnológico. Faça sua inscrição para 2026 e descubra o que faz da Disney uma das maiores empresas do mundo do entretenimento e porque tem os clientes mais satisfeitos.
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David Lederman é presidente da Lederman Consulting & Education e organizador dos Workshops Oficiais do Disney Institute no Brasil.
Fundador da Escola Nacional de Qualidade de Serviços (ENQS), Professor na Fundação Vanzolini no Curso de Especialização em Administração de Serviços – CEAS e Professor no MBA em Administração, Finanças e Geração de Valor na disciplina “Excelência em Serviços e Fidelização de Clientes” da PUCRS.
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